Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, foi outro ex-presidente citado nas delações da Odebrecht.
O ministro Edson Fachin decidiu enviar à Procuradoria da República em São Paulo as citações sobre Fernando Henrique feitas pelo dono da Odebrecht.
De acordo com o Ministério Público, Emílio Odebrecht relatou o pagamento de vantagens indevidas, não contabilizadas, no âmbito da campanha eleitoral de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República, nos anos de 1993 e 1997. No documento, não há menção a valores que teriam sido destinados às campanhas.
Na primeira campanha à Presidência, Fernando Henrique ganhou no primeiro turno com 54% dos votos. Na segunda campanha, também no primeiro turno, foi reeleito com 53,06% da votação.
O ex-presidente Fernando Henrique colocou nesta quarta-feira (12) um vídeo em uma rede social. Disse que as campanhas, na verdade, foram em 1994 e 1998 e que desconhece eventuais gastos de campanha citados por Emílio Odebrecht.
“O Brasil precisa de transparência. A Lava Jato está colaborando no sentido de colocar as cartas na mesa. Vamos colocar as cartas na mesa. Não tenho nada a esconder, nada a temer e vou ver com calma do que se trata. Por enquanto, não há nada especifico, é tudo muito vago”, Fernando Henrique Cardoso.
Na delação, Emílio Odebrecht, dono da empresa, falou sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
“Ajuda de campanha eu sempre dei a todos eles. E a ele também dei. E com certeza teve a ajuda de caixa oficial e não oficial. Se ele soube ou não, eu não sei. Tanto que eu também não sabia. Que eu dava e dizia que era para atender mesmo. Então vai fulano de tal lhe procurar, como eu dizia também para Marcelo, e eles então operacionalizavam. Ele me pediu. Todos eles. ‘Emílio, você pode me ajudar no programa da campanha?’. Isso ele pediu”, disse Emílio Odebrecht.